O que fazer quando um movimento bobo deixa a coluna travada?

 

 

  1. O tratamento ativo precoce é o melhor remédio.

As dores da coluna comprometem a vida cotidiana de 8 em cada 10 pessoas. Em algum momento ela pode ser tão forte que a pessoa que tem a coluna travada pode até desmaiar de dor. Estudos científicos mostram que a solução do problema mais rápida e com menos sequelas é possível. É preciso identificar movimentos adequados na direção e dose corretas cujo efeito é o alívio progressivo. Simples? Aparentemente, entretanto poucas pessoas seguem essa orientação, apelando para remédios e técnicas passivas. Para tratar as dores mais fortes, até mesmo em uma coluna travada e muito dolorida os movimentos terapêuticos certos são a melhor solução pois levam em conta a compreensão do porquê a coluna ficou travada.

 

  1. Por que a coluna trava?

A coluna trava devido a uma espécie de proteção para evitar um dano maior quando há movimentos ou posturas inadequadas agredindo as articulações. Ela trava para impedir o agravamento da lesão. Quando isso ocorre, o mais indicado é ter ajuda profissional. Um bom método nesse tipo de problema ajuda a destravar e voltar ao normal, mas principalmente esclarece através do estudo dos hábitos e posturas os fatores que levaram a ter a crise.

 

  1. Descubra seus fatores de predisposição/acúmulo.

Os fatores de acúmulo são hábitos recorrentes que vão se somando até culminar com a coluna travada. A combinação mais comum são: má postura, posições específicas mantidas por longos períodos e falta de atividade física regular. A má postura, ao longo do tempo, faz os ligamentos, os tendões e os músculos se estirarem e sofrerem ao longo do tempo. Nossas rotinas podem mostrar quais posturas são predominantes e, portanto, acumularão pequenos estresses que se tornarão grandes ao longo do tempo.

 

Exemplos de fatores de acúmulo:
  1. Um exemplo é o cirurgião-dentista que trabalha o dia todo com a coluna rodada, tensionando o pescoço e os ombros. Outro exemplo é a pessoa que carrega peso sem o devido cuidado com a postura, repetindo diariamente esse movimento. E ainda temos a grande quantidade de trabalhadores sentados – motoristas, atendentes, executivos, bancários e tantos outros – curvando a coluna para frente e forçando os ligamentos, tendões e discos da coluna.

 

  1. Não adianta evitar apenas o movimento que gerou a dor.

O movimento que culmina com o espasmo da coluna é chamado fator de precipitação. Geralmente é aquele movimento banal, que dispara a dor e trava a coluna. Pode provocar forte contratura muscular, deslocamento interno de elementos articulares da sua posição natural com ou sem a ruptura de estruturas. O movimento parece vilão, mas ele só tem a capacidade de gerar lesão em uma estrutura estressada pelo excesso de carga. Sim, pequenos descuidos diários constituem grande carga sob o efeito do tempo.

 

  1. Evite atitudes extremas para lidar com as dores e a coluna travada.

Quem já passou por isso conhece a dor e o desespero de ficar com a coluna travada. Muitos vão direto para a mesa cirúrgica após um episódio de travamento. Outros já tiveram mais de um episódio, o que torna o medo das dores um personagem a mais na vida da pessoa. Evitar a dor de modo intuitivo, adotando posturas anti-álgicas, pode ser pior, pois amplia as limitações ao invés de aliviar, favorecendo o aparecimento das dores crônicas. Evite ficar ouvindo histórias catastróficas ou receitas milagrosas.

 

  1. Procure tratamentos mais ativos, que lhe gerem autonomia.

O caminho mais curto é um tratamento precoce, ou seja, nos primeiros dias da crise, que seja breve. Um bom tratamento precisa dar algum resultado em até 5 sessões. A Terapia Mecânica® ou Método Mckenzie apresentada por Robin Mckenzie segue os mais altos padrões em tratamento de coluna e extremidades. Os sintomas são aliviados através de movimentos eficazes para a recuperação da função normal das articulações. E o corpo responde com regeneração e alívio, ao mesmo tempo que os movimentos livres são recuperados. É muito importante que o paciente compreenda o mecanismo da lesão para poder prevenir e manter movimentos funcionais, com alguma atividade física regular.

 

  1. A melhor prevenção.

Uma vez tratada e solucionada a crise aguda, a coluna não está mais travada, é hora de mudar os hábitos. Agregue alguma atividade física moderada e torne-a parte essencial da sua vida. Defenda esse tempo na sua agenda! Mantenha o interesse pela sua saúde investindo em melhorar sua qualidade de vida com alimentos saudáveis, exercícios físicos regulares e sono reparador. Esses hábitos constituem a base para o corpo manejar melhor o estresse e as demandas do dia-a-dia com melhor desempenho sem se machucar.

 

Michelle Pontes, Cert. MDT

 

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